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Saiba
quando vale a pena fazer um seguro de vida
Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - Como qualquer outro tipo de seguro, o seguro de vida cobre um risco.
Enquanto o seguro de automóvel cobre o risco de você ter o carro roubado ou
batido, o de vida cobre risco de você vir a falecer e deixar alguém desamparado
financeiramente.
É exatamente por isso que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, o seguro
de vida não é necessariamente recomendado para pessoas idosas, mas sim para as
mais jovens que ainda não acumularam o suficiente.
Seguro é para quem não acumulou o suficiente
Quando falamos de pessoas mais jovens estamos nos referindo somente àquelas que
têm dependentes. Portanto, se você tem vinte e poucos anos e não é casado ou tem
filhos o seguro talvez não seja a melhor opção. Neste caso o melhor é poupar,
isto é, investir o seu dinheiro de forma a aumentar seu patrimônio.
Por outro lado, se você já é casado e tem filhos, a situação muda. Caso algo
acontecer com você, sua família pode vir a passar necessidade. Neste sentido, a
decisão de comprar um seguro de vida deve ser tomada com base na sua situação
financeira.
Se você já acumulou o suficiente, em caso de fatalidade é possível manter o
padrão de vida da sua família, seja através da venda dos seus bens, ou da renda
recebida com as suas aplicações, e então o seguro de vida não é tão necessário.
Previdência ou seguro?
Algumas pessoas se confundem na hora de escolher entre um seguro de vida ou um
plano de previdência privada. Os dois produtos são bastante distintos e devem
ser visto como complementares, e nunca como excludentes.
O plano de previdência deve ser visto como uma poupança de longo prazo, isto é,
faz parte de sua estratégia de investimento. Já o seguro de vida não é um
investimento, mas uma cobertura de risco.
Os recursos acumulados com a previdência devem ser vistos como o pé de meia que
você precisa acumular para se aposentar. Desta forma, quanto mais próximo de se
aposentar maior será o pé de meia, e menor a necessidade de um seguro. Por outro
lado, para os mais jovens este pé de meia pode não ser suficiente para sustentar
a família em caso de falecimento ou invalidez, de forma que o seguro é um
complemento indispensável.
Se você ainda não acumulou o suficiente, a melhor opção é combinar os seguros de
vida com planos de previdência. O lançamento dos VGBLs (Vida Gerador de
Benefício Livre) veio preencher esta lacuna, uma vez que o produto que combina
esta duas características.
Vida ou Acidente?
Outra dúvida freqüente é a de se vale mais a pena fazer um seguro de vida ou um
de acidentes. Antes de mais nada, é preciso entender a diferença entre eles. O
seguro de vida cobre riscos de morte acidental ou natural e invalidez por
acidente ou doença. Já os seguros de acidente cobrem os riscos de morte ou
invalidez por acidente.
Muitas pessoas acabam optando pelo seguro de acidentes, que é mais barato, mas
também tem uma cobertura mais restrita e seu preço não muda de acordo a idade,
ao contrário do seguro de vida, que aumenta com o tempo. Na opinião de alguns
especialistas do setor, para os jovens o custo dos dois produtos é praticamente
equivalente, pois é baseado no risco do segurado vir a falecer. Como o risco de
falecimento é baixo, o maior componente refere-se ao acidente.
Neste sentido, os seguros de acidente são mais recomendados para os jovens sem
dependentes. Por outro lado, o valor do seguro de vida deve diminuir à medida
que a pessoa envelhece, pois em geral suas economias aumentam, diminuindo o
risco de que sua família venha a necessitar em caso de falecimento.
Seguro não é para sempre!
À medida que o tempo passa e você acumula um patrimônio maior, sua cobertura de
seguros deve diminuir. Lembre-se que seguro não é para sempre, quando você tiver
acumulado o suficiente em bens e planos de previdência para garantir sua família
talvez esteja na hora de cancelar o seguro de vida.
O dinheiro economizado pode ser usado para aumentar suas reservas, através de
aplicações, ou porque não para consumo próprio? Lembre-se que seguro é para
quando você precisa cobrir um risco, portanto quanto menor o risco menor a
cobertura de seguro necessária. Você faria um seguro de carro se não tivesse
risco de bater? O mesmo raciocínio vale para o seguro de vida. Se você já
acumulou o suficiente, o risco financeiro de você vir a falecer cai bastante,
portanto pode estar na hora de rever o valor da sua apólice.
28/03/2007
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