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Valor Econômico 30/03/2007 - Sérgio Bueno
Integra
Prazos esticados e parcelas de pequeno valor são as armas usadas pela Lojas
Colombo, uma das maiores redes de eletroeletrônicos e móveis do país, para
atrair os consumidores das classes D e E. Os dois segmentos respondem,
respectivamente, por 30% e 16% das vendas da empresa, que chegou a R$ 1,2 bilhão
em 2006 e deve crescer mais 10% este ano, diz o diretor comercial, Arnildo
Heimerdinger.
A estratégia inclui oferecer um seguro para garantir até seis parcelas de R$ 200
em caso de desemprego do cliente ou para quitar uma compra de, no máximo, R$ 2
mil em caso de morte. A cobertura engloba auxílio-funeral e vale tanto para
trabalhadores formais como para autônomos, embora estes últimos representem
parcela ainda pequena dos negócios da rede.
Segundo Heimerdinger, os consumidores das faixas de renda D e E compram
principalmente móveis, fogões, geladeiras e TVs. O tíquete médio fica em torno
de R$ 300, ante uma média geral de cerca de R$ 400, com prestações mensais entre
R$ 20 e R$ 30.
Na linha de móveis, a Colombo pratica financiamento em até 24 meses. "Um
roupeiro pode ser comprado com parcelas de R$ 19,90, por exemplo". Nos
eletroeletrônicos os prazos variam de nove a 12 vezes. A empresa faz
promoções-relâmpago como a desta semana, em que os móveis são vendidos em 15
prestações sem juros.
Conforme o diretor, a rede de 320 lojas adota como critério para liberação de
crédito um limite de comprometimento de 15% a 25% da renda do consumidor com as
prestações mensais. Isto tem ajudado a manter o nível de inadimplência geral,
considerados os atrasos acima de 180 dias, entre 4,5% e 4,9%.
"Com mais renda disponível, os consumidores querem qualidade, preço e condições
de pagamento", diz Carmem Ferrão, superintendente de marketing e vendas da Lojas
Pompéia, com sede no município de Camaquã e 47 lojas no Rio Grande do Sul. A
maior parte dos clientes da rede especializada em vestuário, cama, mesa e banho
é das classes C e D, mas os clientes da classe E estão aumentando e já respondem
por 30% das vendas.
Assim como na Colombo, os vendedores da Pompéia estabelecem "vínculos" com os
clientes. Segundo ela, além da "fidelidade" aos funcionários que os atendem bem,
os consumidores das faixas de renda mais baixa são por natureza bons pagadores.
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