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Seguradora
MetLife registra seu primeiro lucro no Brasil
A subsidiária brasileira do grupo
MetLife, a maior seguradora de vida dos Estados Unidos, registrou pela primeira
vez, desde que chegou ao Brasil em 2000, lucro líquido. O resultado ficou
positivo em RS 10,5 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, de acordo com os
padrões contábeis brasileiros, totalizando 4,9 milhões de segurados. Em 2006, a
seguradora divulgou prejuízo de RS 65 milhões.
Segundo José Loureiro, presidente da companhia, o break even (ponto de
equilíbrio financeiro) estava previsto para 2006. "Isso não ocorreu pois tivemos
perdas significativas com as operações de seguros vinculadas ao crédito
consignado, que já foram encerradas", contou o executivo.
O faturamento em vida chegou a RS 162 milhões no primeiro quadrimestre. Já em
previdência complementar, a MetLife registrou RS 138,7 milhões em contribuições.
Segundo Loureiro, o fato de a empresa registrar crescimento em um período de
revisão de contratos mostrou que a estratégia foi bem recebida pela equipe
comercial e pelos clientes. "Crescemos mesmo encerrando contratos que estavam
fora de nosso padrão de rentabilidade".
O executivo explicou que a seguradora tem uma estratégia clara e simples. O
canal corretor, onde são vendidas apólices empresariais, e o canal banco, onde
opera com a venda de varejo. Segundo ele, o corretor responde por
aproximadamente 60% do faturamento e as vendas nas agências bancárias ficam com
40% do total.
PARCERIAS
A MetLife tem parceria com bancos médios e pequenos, co-mo Safra, BIC, Pine e o
Citi como o principal nesse segmento. A competição, segundo Loureiro, não está
fácil. Por isso o investimento em serviços tem sido prioritário. Foram lançados
vários produtos, com coberturas mais adequadas e preços mais acessíveis.
"Estamos preparando novidades, inclusive alterações no seguro de vida para
pequenas e médias empresas", adiantou.
Novidades também são reservadas aos corretores, como facilidades de cálculo do
seguro e de acompanhamento de pagamento de indenizações.
Segundo Loureiro, a MetLife, que já comprou algumas carteiras e seguradoras no
Brasil para alavancar seu crescimento, não descarta novas aquisições. "O grupo
tem apetite para analisar boas oportunidades",disse ele. Uma carteira de
correntistas hoje atendidos por seguradoras de bancos que queiram mudar de
estratégia, como fizeram ABN Amro, que vendeu 50% da operação de vida e
previdência para a Tokio Marine, ou que operam como o Safra, seria o ideal para
saciar oapetite dos acionistas.
No assunto solvência, Loureiro disse que a sua equipe está interpretando melhor
as normas divulgadas pela Susep. "As empresas podem ir para o céu ou para o
inferno", comentou. Isso quer dizer que o aporte pode ser ou não necessário,
dependendo da interpretação de nuances da fórmula para cálculo do capital
mínimo. "Esse assunto está sendo analisado pela Fenaprevi", disse.
Fonte SEGS.com.br Autor ou Fonte Redatora é: Gazeta Mercantil
20/06/2007
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