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SEGURO SAÚDE TRAÇA PLANO PARA DOBRAR DE TAMANHO
A BB Seguro Saúde, seguradora
criada pelo Banco do Brasil em parceria com a SulAmérica, traçou um plano
estratégico para dobrar de tamanho até 2010. Uma das primeiras medidas será a
venda de apólices por corretores especializados e não mais apenas nas agências
do banco, informou ao Valor o presidente da BB, Edson Monteiro. O novo modelo
está em testes com 13 corretores, do Rio e São Paulo. Agora, o projeto vai se
expandir para Curitiba e Brasília.
Além da venda via corretores independentes, a seguradora resolveu revisar a
carteira de produtos e planeja atuar em nichos específicos, como associações,
cooperativas e sindicatos e apostar no seguro odontológico. Em julho, coloca no
mercado apólices com nova configuração e identidade visual, chamando atenção
para o nome "BB Seguro Saúde", com a intenção de reforçar a marca. A companhia
também criou produtos para pequenas e médias empresas.
A BB Saúde tem atualmente 80 mil vidas. Para o ano que vem, a meta é superar 100
mil. Até 2010, a companhia quer chegar a 170 mil vidas. "Não é possível que uma
seguradora que tenha duas empresas do porte do BB e da SulAmérica como sócios
tenha apenas 2% do mercado", diz Monteiro. Segundo ranking do Valor Financeiro,
ela é a décima maior do setor, com prêmios de R$ 130 milhões. O ranking é
liderado pelo Bradesco, com prêmios totais de R$ 3,5 bilhões.
A BB Seguro Saúde é considerada o patinho feio das cinco companhias criadas pelo
maior banco do país para atuar no setor. Além dela, há a Aliança do Brasil
(ramos elementares e seguros de pessoas), Brasilcap (títulos de capitalização),
a Brasilprev (previdência) e a Brasilveículos (seguros de autos).
"Das cinco companhias a única que não deu certo foi a de saúde", reconhece
Monteiro. A justificativa é que a seguradora foi criada em 1995 e, desde então,
o mercado de seguro saúde mudou consideravelmente. "O modelo que foi desenhado
pelo banco em 95 não foi repensado, apesar das mudanças", afirma.
As companhias de seguro saúde passaram a ser reguladas pela Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) e as pessoas físicas, que davam prejuízos constantes,
foram deixadas de lado pelas seguradoras. A Porto Seguro, por exemplo, vendeu
sua carteira de saúde individual em novembro. Além disso, algumas seguradoras,
como a AGF, passaram a trabalhar com os clientes a prevenção de doenças, para
reduzir os sinistros.
Com isso, o mercado conseguiu equacionar os problemas e o seguro saúde voltou a
ser rentável em 2006. Segundo levantamento do consultor Luiz Roberto Castiglione,
o lucro líquido das seguradoras que atuam no segmento chegou a R$ 578 milhões em
2006, bem acima dos R$ 21 milhões do ano anterior. O retorno médio sobre o
patrimônio líquido foi de 11,6%, frente a só 0,6% em 2005.
Com a melhora do mercado, Monteiro resolveu que era hora de mudar a seguradora.
O executivo atuava antes na área de varejo do Banco do Brasil e chegou à
presidência da BB Saúde em julho de 2006. "Resolvemos mudar primeiro a maneira
de colocar o produto no mercado", diz. Para isso, teve que reformular sua
estrutura operacional e tecnológica.
Os corretores escolhidos ganham uma lista de clientes do BB para prospectar. O
banco sempre foi criticado no segmento por não privilegiar os corretores na
venda. "Seguro saúde não é para ser vendido em agência de banco", afirma
Monteiro.
Os planos individuais não estão nos planos da BB. Primeiro, diz Monteiro, a
companhia quer se firmar nos corporativos e "se consolidar como a mais moderna e
competitiva do setor". A rede de hospitais e médicos credenciados é a mesma da
SulAmérica.
Fonte jornal Valor Econômico - Altamiro Silva Júnior
29/06/2007
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