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Oferta
de crédito impulsiona aposta no seguro prestamista
Com um crescimento acumulado em
200% nos últimos quatro anos, e perspectiva de ganhos de 30% em volume de
prêmios até o final de 2007, o segmento de seguros prestamistas vem se tornando
a aposta das seguradoras na medida em que a oferta de crédito aumenta. A
expectativa do mercado é que a carteira continue avançando, pois o volume de
prêmios emitidos de janeiro a setembro de 2007 já supera o total registrado no
ano passado, atingindoR$1,5bilhão, segundoaSusep. O montante é 49% superior ao
acumulado nos nove primeiros meses de 2006, calculado em R$ 995,9 milhões. Em
2005, essa expansão foi de 90%, quando o volume saltou de R$ 526 milhõesparaR$1
bilhão.
De olho na evolução desses números, algumas seguradoras ingressaram recentemente
no ramo de prestamistas, um seguro que garante à credora o paga-mento das
dívidas do cliente no caso de doenças graves, morte e desemprego. O HSBC Vida e
Previdência iniciou a operação em 2005, vinculada ao serviço de crédito pessoal.
"A queda da taxa de juros é diretamente proporcional ao aumento do
endividamento. 0 HSBC, estudando os negócios potenciais, pretende expandir a
carteira já em junho do ano que vem", explica Renato Terzi, diretor de produtos
devarejo.
O lançamento previsto é de um seguro prestamista voltado para o crédito
imobiliário, hoje de mais fácil acesso. Em abril, a novidade será o seguro
prestamista para crédito rural, para o peque-no e médio produtor. As apólices,
porém, serão mais caras, já que o cálculo está baseado no valor to-tal do
financiamento. O seguro prestamista representa hoje para o HSBC R$ 19,9 milhões
em prêmios e a expectativa é encerrar 2007 com R$ 39,8 milhões. O crescimento
será dobrado também em 2008, quando o volume de prêmios deverá atingir R$ 76,1
milhões. O HSBC também espera ampliar a carteira com a Losango.
O Nossa Caixa Mapfre lançou no início do mês um seguro prestamista voltado para
cheque especial. "Vários clientes do banco utilizam o limite de suas contas.
Atender a essa demanda era uma lacuna para o mercado", explica Luiz Carlos
Veiga, diretor de técnica e produtos da joint venture. Como a
companhiatrabalhacom os correntistas do banco, que englobam servidores públicos,
o seguro cobre apenas falecimento e doenças graves. "Desemprego quase não ocorre
no funcionalismo", diz. Segundo Veiga, a expectativa inicial é de atingir 10%
dos clientes que utilizam cheque especial até o final do ano. "Esse é um mercado
que tem crescido muito. Na companhia, com apenas dois anos de operação, seguros
prestamistas já atingem 40% dos clientes que possuem crédito no banco", afirma.
Segundo Veiga, a estratégia é vender como um seguro massificado. "Hoje vendemos
R$ 11 milhões mensais em prestamistas para crédito pessoal e já acumulamos R$
107 milhões no ano. Em 2006, o valor era de apenas R$ 55 milhões", diz.
Lançada em 2006, a carteira de prestamistas doVida e Previdência soma R$ 57,6
milhões. A expectativa da companhia é de que 8% do faturamento de seguros de
pessoa fisica, R$ 140 milhões, venha de prestamistas até o final do ano, segundo
EugênioVelasques, diretor comercial.
Nos próximos três anos, a participação da modalidade prestamista no total da
carteira de pessoa fisica deve subir para 25%. "Para isso, a seguradora
investirá nas classes mais populares e em parcerias, atraindo clientes fora do
banco", explica. O executivo adianta que deve fechar 60 novos contratos
para2008.
"Enquanto seguradoras ingressam no ramo, as que atuam há mais tempo procuram
diversificar para não perder participação. Começamos aplanejarseguros
prestamistas para a área de educação e empresas de utilities", declara Felipe
Meirelles, de produtos do Unibanco AIG. Voltando-se também parabaixarenda, por
meio daGarantec, braço de garantia estendida, o Unibanco quer ter um ganho de
30% em carteira em 2008.
Fonte SEGS.com.br
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