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Crédito imobiliário com poupança soma
R$7 bi até junho
Por Maurício Savarese PUBLICIDADE
SÃO PAULO (Reuters) - O financiamento imobiliário por meio do Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceu 67,4 por cento no primeiro semestre
contra o mesmo período em 2006, chegando a 6,94 bilhões de reais, informou nesta
segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e
Poupança (Abecip).
"Neste ano devemos fornecer crédito entre 12 bilhões e 15 bilhões de reais, um
número que será o maior de todos os tempos", disse à Reuters o diretor da Abecip
Osvaldo Fonseca.
De janeiro a junho, foram financiadas quase 81 mil habitações com empréstimos a
partir de recursos da poupança, ante 51 mil no mesmo intervalo do ano passado,
de acordo com a Abecip. As previsões são de financiamento de 150 mil unidades em
2007.
Em meio à recuperação da construção civil, o volume de financiamentos
imobiliários contratados pelos agentes que integram o SBPE apenas em junho
atingiu 1,4 bilhão de reais --alta de 56 por cento em relação ao mesmo mês de
2006. Foi o segundo melhor resultado mensal de 2007, atrás apenas de maio.
Conforme a Abecip, também foi expressivo, em junho, o ritmo da captação de
recursos em contas de poupança. Os depósitos superaram os saques em 1,8 bilhão
de reais no mês passado, elevando a quase 6 bilhões de reais o total líquido
captado nos primeiros seis meses do ano.
"Tanto o desempenho das contratações como da captação de recursos decorrem,
entre outros fatores, da estabilidade econômica. Esta propicia o aumento da
segurança das pessoas, que podem planejar a longo prazo, favorecendo, assim,
decisões como o da tomada de um financiamento imobiliário", disse a Abecip em um
comunicado à imprensa.
Para Fonseca, as perspectivas seguem positivas para 2008, ainda que a expansão
não seja tão vigorosa quanto a dos últimos anos, nos quais houve recuperação da
construção após período de estagnação na década dos anos 1990.
"Estamos crescendo 50 por cento sobre o ano anterior já há alguns anos. No ano
que vem deve haver pelo menos uns 20 por cento de crescimento, com um pouco mais
de equilíbrio no mercado. Mas seguirá forte e pode ser mais que isso", disse
ele.
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