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Leasing
operacional de automóveis para pessoas físicas
Rodobens
começou neste ano a comercialização de veículos para
pessoas físicas usando leasing operacional. A modalidade, muito comum no resto
do mundo, ainda é pouco usada no Brasil.
"Com o leasing operacional, o cliente pode arrendar o veículo sem burocracia em
sem preocupação com seguro, manutenção e licenciamento. No fim do contrato, ele
devolve o automóvel e pode pegar um novo", explica o diretor da Rodobens, Milton
Jorge de Miranda Hage.
De fato, esta modalidade é mais simples para o cliente, funcionando quase como
um aluguel. As prestações mensais dão direito de uso do produto. Ao final do
contrato, no entanto, o cliente que queira ficar com o veículo tem comprá-lo
pelo valor de mercado, ou devolvê-lo para a companhia.
A vantagem do leasing operacional para os clientes, nesses casos, é que o valor
pago mensalmente é inferior ao arrendamento financeiro, já que não se paga pela
compra e todas as despesas (manutenção, seguro e licenciamento) são pagas pela
empresas arrendadora, dona do bem.
Um dos desafios, segundo Hage, será vencer a barreira cultural do
desconhecimento do produto. "Estamos investindo em treinamento da nossa equipe
de vendas", explica. O leasing operacional no Brasil, até agora, era feito por
algumas empresas, principalmente em equipamento de tecnologia, que necessitam de
atualização constante.
Além disso, o produto é mais adequado mais a um público de renda um pouco mais
alta. "O foco deste produto é voltado para um público que não tem muito tempo e
que troca de carro a cada dois ou três anos", completa.
Hoje, quase um terço dos financiamentos de veículos para pessoas físicas no
Brasil é feito por leasing. O tipo de arrendamento utilizado, no entanto, é o
leasing financeiro. Esta modalidade feita hoje se assemelha muito ao
financiamento tradicional, com parcelas pagas mensalmente, sem valor residual no
fim do contrato e com o direito de posse transferido quando o saldo é quitado.
O que impede que o leasing operacional seja oferecido aos clientes é que como o
negócio é feito por bancos, ele não têm interesse, nem conhecimento, para lidar
com o bem depois que o cliente o devolve no fim do contrato, explica o novo
diretor da área, Edgar Santiago Valesin.
"Temos dentro do grupo empresas que podem cuidar da manutenção, do seguro e da
revenda no fim do contrato", conta Valesin, contratado para estruturar a
operação, processo que durou nove meses. O grupo Verdi, que controla a Rodobens,
tem negócios em diversas áreas, como consórcios, revenda de veículos, corretora
de seguros, banco e incorporadora imobiliária.
Como os veículos pertencem a empresa de leasing, a Rodobens terá de fazer um
investimento inicial de R$ 300 milhões. A estimativa inicial é comercializar 3,6
mil carros neste ano com o leasing operacional. A meta inicial é que a operação
responda por 15% das vendas. "Esperamos crescer 35% ao ano nessa modalidade",
estima Valesin.
Inicialmente, os planos serão de 24 ou 36 meses e as marcas oferecidas serão
Volkswagen, GM e Toyota. O produto também será oferecido para as empresas, que
podem descontar as mensalidades do imposto de renda.
Fonte jornal Valor Econômico - Fernando Travaglini
28/01/2008
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