CENTRAL DO EMPRÉSTIMO - A
SUA PARCEIRA EM CRÉDITO PESSOAL E EMPRESTIMO
Crédito
se expande, mas está longe de economias desenvolvidas
Os números fechados de
2007 confirmam o peso que o crédito teve na aceleração do crescimento econômico
do País em 2007. As operações de empréstimo e financiamento atingiram o
equivalente a 34,7% do PIB, com avanço de 27,3% sobre o total registrado em
2006.
Crédito em alta significa maior consumo e atividade. Para este ano, as projeções
continuam favoráveis embora possa haver uma certa desaceleração, por conta de
fatores domésticos e externos.
Internamente, a manutenção dos juros básicos, com possibilidade de alguma
elevação ao longo do ano, tende a segurar os cortes dos juros também no varejo
e, em alguns segmentos, como de veículos, já se detecta alguns ajustes para
cima. É que durante muito tempo o mercado vinha trabalhando com a expectativa de
cortes contínuos da Selic, que é referência para a formação das demais taxas. A
mudança de sinal leva a uma revisão dos procedimentos.
Além disso, houve a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para
compensar parte das perdas decorrentes do fim da CPMF. Esse ajuste aumenta o
custo dos financiamentos o que pode desestimular um pouco as compras a prazo.
De qualquer modo, o sistema financeiro ainda prevê uma expansão do crédito em
geral por volta de 24% este ano. Os fatores citados não devem implicar maior
desestímulo, desde que as condições do mercado de trabalho sigam favoráveis no
que se refere ao emprego e a renda. E alguns segmentos, por mudanças registradas
anteriormente, podem ter embalo até mais forte. É o caso do financiamento
habitacional, que tem registrado sucessivas mudanças de regras ou novas opções
de crédito, que permitem o acesso a uma fatia maior da população. Tanto o setor
financeiro como o habitacional contam com um bom impulso agora em 2008.
Até o setor de veículos, onde o peso do IOF aparece mais, não deve sofrer
impacto maior. Os prazos dos financiamentos já não estão sendo tão "esticados"
como se previa, mas continuam suficientemente longos para derrubar o valor
nominal das parcelas e viabilizar as compras, ainda que o custo final esteja
maior.
E outras modalidades ainda têm bom espaço a ser explorado, como o crédito
consignado. Foi um dos que mais cresceu, mas ainda tem um bom potencial de
expansão, inclusive entre os aposentados, cujas operações estão sendo alvo de
maior fiscalização por parte do governo.
Por fim, é importante lembrar que, mesmo com todo o avanço dos últimos anos, o
crédito no Brasil ainda está bem abaixo da média internacional. Economias mais
desenvolvidas e mesmo vizinhos da América do Sul registram um volume de
operações que ultrapassa a 100% do PIB. O problema no Brasil ainda é o custo.
Mas a redução verificada após dois anos consecutivos de cortes dos juros
básicos, mais o alongamento de prazos e o lançamento de novas modalidades tende
a preservar o movimento expansionista em um bom ritmo.
Fonte Invertia - Denise Campos de Toledo
29/01/2008
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