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CENTRAL DO EMPRÉSTIMO - A
SUA PARCEIRA EM CRÉDITO PESSOAL E EMPRESTIMO
Banco
médio amplia oferta de crédito baseado em hipoteca
Os bancos médios
investem em uma nova modalidade de crédito para aproveitar o boom dos
financiamentos à casa própria. O empréstimo pessoal com garantia de imóvel -
atualmente oferecido apenas pelo banco PanAmericano e pela companhia hipotecária
Brazilian Mortgages - deverá ser adotado ainda este ano pelo Schahin. Outros
players como Sofisa e Paulista também estudam ter a linha.
Especializado em crédito pessoal e corporativo, o Schahin conta com carteira de
R$ 370 milhões, e a expectativa é dobrar esse número já no ano que vem com a
ajuda dos empréstimos com garantia de imóvel, que serão lançados nos próximos 30
dias. "Já estamos estruturando o produto", explica Cláudio Ferro,
diretor-executivo da instituição. O financiamento será semelhante ao já
oferecido pelo banco PanAmericano, onde o cliente pode tomar empréstimo para
qualquer finalidade, inclusive comprar outro imóvel, e dar como garantia sua
casa ou apartamento. A condição é de que o imóvel que ficará alienado seja o
segundo adquirido pelo consumidor. "O financiamento primário não se encaixa no
nosso perfil porque não trabalhamos com poupança", diz.
O funding da operação do Schahin virá dos clientes institucionais. Além disso, o
banco realizou recentemente captação externa de US$ 20 milhões com um banco de
desenvolvimento alemão, o que, segundo o executivo, já fornecerá recursos ao
produto. "Podemos até mesmo criar um Fundo de Investimento em Direitos
Creditórios (FIDC) especializado nisso", explica. O Cifra Imóveis será vendido
em 126 filiais. A previsão é de que até o primeiro trimestre de 2008, a carteira
do produto some R$ 10 milhões.
Mercado potencial
Analistas afirmam que este é um mercado inexplorado no Brasil. "O financiamento
com garantia de imóvel passou a ser interessante devido ao aumento do crédito
imobiliário no País", afirma Rafael Durer, sócio da RDI Consultoria. O
financiamento à casa própria representa apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro, enquanto em outros países em desenvolvimento, como o Chile, essa
proporção chega a 60%. "Há muito potencial para crescer", enfatiza Durer. Dados
da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) mostram que esse
tipo de operação com recursos da poupança passou de R$ 6,5 bilhões para R$ 12,1
bilhões de janeiro a setembro de 2006 ao mesmo período de 2007.
Para o economista Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, o crescimento
do crédito abre espaço para produtos focados. No entanto, ele lembra que as
taxas desse tipo de empréstimo são mais interessantes que as do crédito pessoal,
mas mais caras que no financiamento imobiliário. "Mas há a vantagem de ser menos
burocrático e rápido".
Com uma carteira de R$ 410 milhões focada em consignado e financiamento de
veículos, o Banco Paulista também estuda entrar no crédito imobiliário, mas
ainda não definiu se o fará por consignado para imóveis ou pelo crédito com
garantia imobiliária. "O mercado está se movimentando nessa direção", diz
Norival Puglieri, diretor-executivo. Segundo ele, a expectativa do banco é
lançar novos produtos no ano que vem. "Para nós, o consignado é interessante por
já termos expertise.
Mas o outro modelo de alienação do bem não está descartado". A expectativa do
banco é de que a carteira de crédito ao consumidor feche o ano de 2007 em R$ 500
milhões. Já o Sofisa, que pretende ingressar nos próximos dois meses no
consignado para imóvel, não descarta a possibilidade de oferecer o empréstimo
com garantia imobiliária. "Ambos os produtos têm forte apelo", diz Luiz Vianna,
diretor de varejo.
Primeiro banco a oferecer crédito pessoal com garantia de imóvel no Brasil, o
PanAmericano, do Grupo Silvio Santos, oferece o produto desde 2006. O valor
mínimo é R$ 30 mil, e o máximo, 70% do valor do imóvel comercial e 50% do
residencial, com juros a 1,85% ao mês. O prazo é de seis anos. Já a Brazilian
Mortgages tem desde maio o BM Crédito Fácil, onde o cliente pode tomar até 50%
do valor do imóvel. O prazo é de 30 anos e a taxa é de 1% mais IGPM. "É um
produto que a população tem aceitado bem", diz Elyseu Mardegan, diretor.