Crédito Consignado restrições descontos em folha Siape servidores
EMPRÉSTIMO PESSOAL-
(11)2852-5654/3013-3462
CENTRAL DO EMPRÉSTIMO - A
SUA PARCEIRA EM CRÉDITO PESSOAL E EMPRESTIMO
RESTRIÇÕES
AO CRÉDITO CONSIGNADO
O Ministério do
Planejamento baixou portaria ontem vedando novas habilitações de entidades que
concedem empréstimos com desconto em folha da pagamento e também a inclusão de
novas consignações facultativas no Sistema Integrado de Administração de
Recursos Humanos (Siape) por parte de entidades de classe, associações e clubes
de servidores, pelo prazo de 90 dias. A mesma portaria cria grupo de trabalho
para apresentar, em 60 dias, soluções que melhorem os mecanismos de segurança e
controle dos processamentos efetivados pelo Siape. Reportagem publicada pelo
Correio em 2 de agosto revelou a ação de uma rede de entidades supostamente
ligadas a servidores que cometia fraudes na concessão de empréstimos
consignados.
Novos empréstimos ou financiamentos com descontos em folha para servidores do
Executivo só poderão ser feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica
Federal, além de entidades fechadas ou abertas de previdência privada que operem
com planos de pecúlio, saúde, seguro de vida, previdência complementar e
empréstimo. Também será admitido o desconto em folha de pensão alimentícia.
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), aprovada em sessão fechada,
identificou irregularidades como a inclusão de consignações sem autorização do
servidor, reinclusão de consignações já finalizadas, exclusão indevida de
consignações, alteração de valores a serem repassados às entidades
consignatárias e falta de controle do fluxo das consignações. O TCU não apurou o
valor total das fraudes, mas alertou que cerca de 1,3 mil entidades operam hoje
com consignações na folha, movimentando mais de R$ 300 milhões por mês. O
resultado da auditoria foi enviado à Polícia Federal para abertura de
investigação.
Foram identificados casos de servidores aposentados que tiveram descontos em
folha indevidos durante dois ou três anos, até perceberem a fraude. Alguns foram
enganados por pessoas que se diziam responsáveis pelo recadastramento de
servidores aposentados. Em outras situações, as assinaturas de servidores foram
falsificadas para assegurar o desconto de um empréstimo fictício. Após a
reclamação ao ministério pagador, os descontos eram suspensos. Mas retornavam
aos contracheques dois ou três meses depois. Há casos em que até sete entidades
diferentes se revezavam nessa operação de entra e sai do contracheque. Como os
descontos eram de valor pequeno, muitos servidores não observavam que estavam
sendo lesados.
Correções
O grupo de trabalho criado pelo Planejamento vai analisar a capacidade
operacional do Siape nas consignações em folha de pagamento, verificando
questões de segurança, controle e integridade dos dados nas atividades de
processamento de folha de pagamento do Executivo. Também vai analisar os
processos de cadastramento e recadastramento das entidades que concedem os
empréstimos junto ao Siape, em especial no que diz respeito a exigências de
documentos, informações cadastrais e compatibilidade da função credenciada com o
estatuto da entidade. Outra tarefa será analisar a legislação que dispõe sobre
as consignações em folha de pagamento dos servidores públicos e avaliar a
classificação das consignações compulsórias e facultativas.
Pelo sistema atual, a entidade cadastrada e autorizada a efetuar descontos na
folha de pagamento recebe senha para acessar o Siapenet. É o consignatário que
inclui os produtos e os serviços supostamente desejados pelo servidor
diretamente no Siape, utilizando um arquivo no formato tipo texto, transmitido
eletronicamente via Siapenet. Esses arquivos podem ser enviados diariamente.
Após o processamento desses arquivos, o Siape inclui as consignações válidas na
ficha financeira do servidor e rejeita as inválidas. Das 355 reclamações
registradas na Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do Ministério do
Planejamento, cerca de 95% são relativas a descontos indevidos. Segundo a
auditoria do tribunal, as análises realizadas indicam que os problemas são
generalizados em todo o país.
Questionada pelo Correio em 1º de agosto, a SRH afirmou que as fraudes estavam
sendo investigadas e que o sistema era “absolutamente seguro”, embora não
impedisse “atos dessa natureza”. Informou que havia recadastrado, no início
deste ano, 1.139 entidades consignatárias. Dessas, 134 foram desativadas
permanentemente, porque não apresentaram os documentos exigidos pela secretaria.
“As demais entidades estão dentro das normas, que são rigorosas, e atendem aos
servidores”, informou a secretaria. Após 80 dias, o Ministério reconheceu as
falhas no controle dos empréstimos consignados e criou o grupo de trabalho para
sugerir soluções.