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 Busca por crédito mais barato reduziu devedores do cheque especial

 

Busca por crédito mais barato reduziu devedores do cheque especial, diz BC

Taxa aumentou meio ponto percentual em setembro.
Há espaço para redução do spread bancário, avalia diretor do BC.

A queda no número de devedores de cheque especial buscar levou ao aumento na taxa de juros cobrada das pessoas físicas em setembro, avaliou nesta terça-feira (23) o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes. Os juros do cheque especial, em setembro, ficaram em 140% ao ano, aumento de meio ponto percentual em relação a agosto (139,5%). Mas, em 2007, a taxa já apresenta queda de dois pontos percentuais.

Segundo Altamir Lopes, houve uma fuga do cheque especial para modalidades de crédito mais baratas, como o crédito consignado.

"Você tem uma saída do cheque especial. Por incrível que pareça, quando se reduz o número de tomadores do cheque especial, quando você migra do cheque especial para uma modalidade mais barata, como o crédito consignado, o que acontece é que aqueles tomadores que permanecem naquela carteira, são, às vezes, tomadores cujo nível de risco é pior. E tem evidentemente uma taxa mais cara", explicou o diretor do BC.


Spread

A expectativa do Banco Central é que o spread bancário (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada dos seus clientes) sofra uma redução, o que forçaria também a queda nas taxas cobradas dos tomadores de crédito.

"Como nós temos uma inadimplência estável e baixa, a expectativa é que o spread possa cair, porque ainda teríamos espaço para a queda do spread. E isso se refletiria evidentemente na taxa ao tomador final. Se tivermos algum movimento para baixo no spread, vamos observar ainda algum movimento de queda na taxa ao tomador final", disse Altamir Lopes.

Em setembro, o spread ficou estável em 24,6%. O spread é formado pela taxa de inadimplência, lucro dos bancos, tributos e depósitos compulsórios, entre outros. Nas operações com pessoas físicas, o spread, segundo o BC, ficou em 12,7% em setembro. Nas operações com as empresas, a taxa média foi de 35%.

Já a taxa de inadimplência, considerados os atrasos superiores a 90 dias, ficou em 4,6%. Por segmento, os atrasos relativos às pessoas jurídicas foram de 2,3%, enquanto que a inadimplência para pessoas físicas ficou estável em 7,1%.

Fonte www.g1.com.br - Lísia Gusmão
Última atualização ( 23-Oct-2007 )

 

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