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Banco
do Brasil tem o maior lucro entre os bancos
O Banco do Brasil
encerrou 2006 com o maior lucro entre os bancos brasileiros. Os ganhos da
instituição alcançaram R$ 6,044 bilhões, o que representa um avanço de 45,5%
sobre o exercício de 2005. A comparação com os principais concorrentes privados,
porém, é distorcida por duas razões.
Em primeiro lugar, porque em 2006 Bradesco, Itaú e Unibanco amortizaram
integralmente ágios relativos a aquisições, o que reduziu seus lucros. Em
segundo, porque o próprio BB foi beneficiado por receitas tributárias
extraordinárias decorrentes de ações judiciais ganhas na Justiça contra a
Receita Federal.
No quarto trimestre, o lucro do BB alcançou R$ 1,248 bilhão, com aumento de
69,4% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado anual representou um
retorno sobre o patrimônio de 32,1%.
A carteira de crédito avançou 30,8%, acima da média do mercado, que foi de
20,8%. O índice de eficiência foi de 47,5% e o de cobertura de despesas com
pessoal atingiu 112,9% O BB encerrou 2006 com patrimônio líquido de R$ 20,8
bilhões, mostrando evolução de 23,2%. No fim do período, o índice de Basiléia
chegou a 17,3%, ante 17,1% de 2005. Em dezembro do ano passado, os ativos totais
somavam R$ 296,356 bilhões, ante R$ 252,977 bilhões em dezembro de 2005.
O índice de inadimplência do Banco do Brasil para operações com mais de 60 dias
de atraso na carteira encerrou o ano passado em 2,9%, o que indica uma queda em
relação aos 4% de 2005. Nas operações com mais de 90 dias de atraso, a redução
foi de 3,4% para 2,5%, na mesma base de comparação.
O resultado do BB contraria a tendência de alta na inadimplência verificada no
sistema financeiro em 2006. No relatório que acompanha o balanço, a instituição
atribui o desempenho a medidas de gestão focadas no portfólio de operações
baixadas em perdas, que foram intensificadas e atingiram recuperação no valor de
R$ 1,2 bilhão no ano passado. As operações de crédito classificadas nos níveis
de risco AA, A, B e C (os mais seguros) responderam por 91% da carteira do Banco
do Brasil, acima do nível de 90,6% do mercado em 2006.
O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco Lima Neto, prevê crescimento
de 30% na carteira de crédito do banco este ano. Segundo o executivo, a expansão
esperada para os empréstimos a pessoas físicas é de 35%.
A estratégia do BB deverá se manter na linha de crédito consignado, que no ano
passado apresentou evolução de 117,7%, para R$ 8,3 bilhões, segundo Lima Neto.
Para 2007, a previsão é de que essa modalidade de empréstimo encerre o ano entre
R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões.
No segmento de pessoa jurídica, o crescimento da carteira previsto é de 25%. O
plano do Banco do Brasil nessa área inclui o fortalecimento das linhas de
recebíveis, como antecipação de cheques e recebíveis com cartões de crédito.
Lima Neto espera que os indicadores de inadimplência da instituição se situem
abaixo dos registrados em 2006. Os pagamentos em atraso há mais de 60 dias
recuaram de 4%, em 2005, para 2,9% no fim do ano passado, ao contrário da
tendência de alta verificada no mercado. Especificamente nas linhas para pessoa
física, as operações em atraso há mais de 90 dias caíram de 8,5% para 6,3%, na
mesma base de comparação.
O presidente do BB atribuiu o melhor desempenho da instituição em relação ao
setor ao processo de revisão no processo de recuperação de crédito e ao
desenvolvimento de modelos de análise de concessão de financiamentos. Posso
garantir que estamos à frente do mercado nesse item, afirmou.
29/11/2007
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