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Mantega
diz que Governo não estuda medidas de restrição ao crédito
Em entrevista à imprensa, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o Governo
não estuda medidas para restringir o crédito. O depoimento foi dado depois de
publicadas informações extra-oficiais sobre redução de prazos de financiamento
ao consumidor.
As informações, publicadas na mídia, apontam para uma preocupação por parte do
Governo com a inflação e, particularmente, com o aumento da venda de carros
motivado pelo crédito fácil.
Ao que tudo indica, os prazos de financiamento para a compra do automóvel - que
hoje chegam a 99 meses, em casos especiais - serão reduzidos para, no máximo, 36
meses.
De acordo com Mantega, o governo pretende assegurar o crescimento estruturado da
economia com estímulos ao investimento.
Diálogo com setores
"Nos próximos dias, vou conversar com representantes de vários setores para
saber se eles estão em condição de ampliar a oferta e atender o crescimento da
demanda nos próximos anos", afirmou. As informações são da Agência Brasil.
Dentre os setores indicados para este diálogo, estão o automobilístico, a
siderurgia e a indústria do cimento. Na próxima quarta-feira (26), ainda
acontecerá uma reunião com representantes das instituições financeiras, para
avaliar a situação do crédito no país.
"Se o setor financeiro garantir que segura a alavancagem [crescimento da
demanda], estarei mais seguro. A preocupação não é com o presente, mas com o
futuro", afirmou.
Especulação
A notícia de redução do prazo de financiamento de carros já causa comoção entre
alguns setores. "Os negócios estão em uma média de 36 a 48 meses de prazo. Isso
vai ocasionar um problema muito grande: se não tem financiamento, não tem venda.
E se a venda cair, cai também a produção", preconizou o presidente da Acrefi
(Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento),
Érico Sodré Ferreira.
Segundo especulações divulgadas na imprensa, o temor compartilhado pela Fazenda
e pelo BC é de que a alta procura combinada com uma baixa oferta faça com que os
preços dos automóveis aumentem, criando uma inflação setorial.
Além disso, a última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) apontou que foi
analisada a possibilidade de se aumentar a Selic, atualmente em 11,25% ao ano, a
fim de reduzir o avanço do consumo.
Fonte InfoMoney - Flávia Furlan Nunes
14/03/2008
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