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Bancos
dizem a Mantega que o setor está 'seguro'
Reunidos com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira, os
principais representantes do setor bancário do país garantiram que tudo vai bem
no setor de crédito no Brasil. "Os bancos estão preparados para suportar a
continuidade da expansão dos empréstimos, sejam destinados ao consumo ou ao
investimento”, afirmou o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban),
Fábio Barbosa, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Na reunião, Mantega questionou os dirigentes sobre os prazos dos créditos
concedidos a pessoas físicas, principalmente para a compra de automóveis. Na
visão do ministro, créditos acima de seis anos deveriam ser evitados. Isso
porque, a partir do quinto ano, os proprietários começam a ter altas despesas
com os veículos comprados e, com isso, deixariam de pagar as prestações.
Como o carro perde valor, os bancos e financeiras ficariam sem as garantias – o
que, eventualmente, detonaria uma onda de calotes e poderia levar a uma crise no
setor financeiro. Os executivos lembraram, porém, que o nível de inadimplência
tem se mantido estável, atingindo 4,3% dos empréstimos bancários, segundo dados
do BC.
Além disso, os banqueiros garantiram ao ministro que são poucos os
financiamentos de seis a oito anos, ante o volume global de crédito concedidos.
Eles disseram que a maioria dos contratos ainda é fechada para pagamento em até
cinco anos.
"Calote" - O presidente da Febraban procurou afastar o receio do calote
generalizado – a exemplo do que ocorreu no setor imobiliário dos EUA. "Pelo
contrário, os bancos têm dado, por meio do crédito, uma contribuição importante
para o crescimento da economia." Ele explicou ainda que o crédito tem crescido
de forma adequada porque "existe respaldo das instituições" que controlam o
mercado. E citou como bom exemplo o trabalho do BC de manter rigor na
fiscalização das operações de crédito.
A expectativa do Banco Central é que o volume de crédito disponível no país
cresça entre 20% e 25% neste ano, o que seria suficiente para elevar o saldo de
empréstimos para um valor equivalente a cerca de 40% do PIB (Produto Interno
Bruto). Se o dado se confirmar, será o nível mais alto já registrado pelas
estatísticas do BC.
O volume de empréstimos consignados oferecido pelos bancos registrou aumento de
3,8% neste ano, e os financiamentos de automóveis, de 1,9%. No mesmo período, o
total de crédito disponível no país teve expansão de 5,1%. Participaram do
encontro, além de Mantega e Barbosa, os presidentes do Bradesco, Márcio Cypriano;
do Itaú, Roberto Setúbal; e do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto.
30/03/2008
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