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19-Mar-2007
Estabelecimentos comerciais têm incrementado as vendas em até 30% após se
tornarem correspondentes bancários. Até o final de 2006, a quantidade de
correspondentes bancários ativos no País passou dos 77 mil — 10% a mais que o
ano anterior e em 92% superior a 2003. Atualmente, esse número vem crescendo com
a chegada do serviço em estabelecimentos localizados em áreas afastadas nas
cidades, onde há poucas agências bancárias.
Estabelecimentos comerciais têm incrementado as vendas em até 30% após se
tornarem correspondentes bancários. Até o final de 2006, a quantidade de
correspondentes bancários ativos no País passou dos 77 mil — 10% a mais que o
ano anterior e em 92% superior a 2003. Atualmente, esse número vem crescendo com
a chegada do serviço em estabelecimentos localizados em áreas afastadas nas
cidades, onde há poucas agências bancárias.
O mercado é atraente porque a cada transação efetuada, seja pagamento de boleto,
conta de energia elétrica, de telefone ou de água, a empresa ganha até 15
centavos de real. Já os valores recebidos em função das cargas de celulares
variam. Em média, para cada recarga no valor de R$ 30, o varejista recebe 0,50
centavos e a cada R$ 50 gastos em recarga ele ganha 0,80 centavos. Para os
bancos é também um bom negócio, já que não precisam criar agências em locais de
pouca rentabilidade e com problemas de segurança.
A possibilidade de altos lucros e a garantia de aumento no número de pessoas na
loja chamou a atenção de grandes redes como Pão de Açúcar, Pernambucanas,
Riachuelo e C&A. Os pequenos e médios empreendimentos também buscam o incremento
de receita por meio deste serviço.
De olho neste mercado, a rede de farmácias Extrafarma tem todos os seus 124
pontos, distribuídos pelo Norte e Nordeste, trabalhando como correspondente
bancário. Juntas, as lojas fazem em média 260 mil transações por mês. “Além do
percentual que recebemos por cada transação, as unidades situadas em regiões
suburbanas, com pouco acesso às redes bancárias, tiveram um aumento considerável
no fluxo de pessoas”, disse o diretor financeiro, Nelson Beckman. Esse
crescimento resultou no aumento de 15% nas vendas da farmácia. Até o final deste
ano, a empresa estima inaugurar 25 novos pontos.
A Biofarma, no interior de São Paulo, e a Unifarma, em Natal (RN), são outras
farmácias que tiveram crescimento depois de se tornarem correspondente. “Se eu
tirar esse serviço da minha loja, minhas vendas cairão 20%”, ressaltou Marcelo
Fernandes, presidente da Unifarma, que efetua 13 mil autenticações mensais.
A Lukas, empresa especializada na venda de materiais para construção, situada em
Guarulhos (SP), realiza 8 mil transações por mês. A companhia atua como
correspondente bancário há três anos e meio. “Havia poucos caixas eletrônicos na
região e fomos em busca desse serviço por uma questão de necessidade”, contou a
sócia, Rosana Theodoro. Agora, com o dobro de pessoas visitando a loja e com o
acréscimo de 30% nas vendas, a empresária percebeu que a medida tomada em função
da necessidade é hoje o grande motivo para o aumento na renda da companhia. “As
pessoas decidem levar um produto da loja quando estão na fila aguardando para
pagarem as contas”, afirmou.Para a Papelaria Santana, situada em Salvador (BA),
a parceria firmada com uma instituição financeira serviu de base para a
consolidação da empresa. Hoje, a cada dez pessoas que entram no local para pagar
as contas, cinco levam algum item da papelaria. “Somos correspondentes bancários
há pouco mais de um ano e percebi que o movimento de pessoas que freqüentam a
papelaria dobrou”, disse o gerente Fábio de Santana. No início, 4 mil transações
por mês eram realizadas na Papelaria Santana. Em janeiro deste ano, esse número
saltou para 16 mil transações. O aumento no número de compradores e as
crescentes vendas refletem no programa de expansão da empresa, que programa
aumentar os lucros em 80% este ano e inaugurar uma loja na mesma região em 2008.
Parceria
A parceria de correspondente bancário é feita entre um banco e um varejista.
Para fechar contrato, alguns bancos fazem exigências, como no caso do Lemon Bank,
que exige que os estabelecimentos tenham um faturamento mínimo e estejam em
funcionamento há pelo menos seis meses. Depois, o banco investe em treinamento
dos funcionários e marketing. Nos locais podem ser pagos conta de água, energia,
telefone e recarga de celular.
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