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22-Mar-2007
Dentre os segmentos de crédito que mais cresceram nos últimos anos, consignado
surpreende e mantém ritmo forte.
Carteira atingiu R$ 50 bi em fevereiro, +49% sobre fev/06.
Crédito continua crescendo em taxas menores e espera-se aumento do consignado
entre 35% e 40% neste ano (consultoria Tendências).
jornal Valor Econômico 21/03/2007
Integra
Dentre os segmentos de crédito que mais cresceram nos últimos anos, o consignado
surpreende e mantém ritmo forte, apesar das estimativas de desaceleração. De
acordo com dados da Associação Nacional das Instituições de Crédito,
Financiamento e Investimento (Acrefi), a carteira atingiu R$ 50 bilhões em
fevereiro, volume 49% acima do mesmo mês do ano passado.
O vice-presidente do maior banco no segmento, o BMG, Márcio Alaor, avalia que o
começo do ano está ainda melhor do que o segundo semestre de 2006. Segundo ele,
as novas operações de créditos concedidos pelo INSS atingiram em janeiro cerca
de R$ 900 milhões. Em fevereiro, chegou a R$ 800 milhões.
"Achávamos que este ano começaria com desaceleração, mas o volume é cerca de R$
100 milhões acima dos meses anteriores", avalia. Os ativos totais do BMG
atingiram R$ 9 bilhões no final de fevereiro, com avanço de 5% em relação a
dezembro do ano passado.
Segundo o analista da consultoria Tendência, Alexandre Andrade, o início do ano
é favorável ao crédito e à manutenção do crescimento se deve em grande parte ao
avanço do crédito consignado. "O crédito continua crescendo em taxas menores e
esperamos um aumento do consignado entre 35% e 40% neste ano", estima Andrade.
O presidente da Losango, braço do crédito para a baixa renda do HSBC, Henrique
Frayha, afirma que o financiamento ao consumo cresceu 22% no banco em janeiro,
acima do avanço de 9% do setor como um todo, puxado pelo consignado e veículo.
"Foi um bom começo de ano e a demanda por crédito continua bem animadora",
avalia o executivo. Para ilustrar o avanço, Frayha destaca que o faturamento
decorrente do crédito consignado cresceu quase 30% nos últimos doze meses. Os
grandes bancos tambem pretendem avançar nesse segmento Só o Banco do Brasil quer
crescer entre 50% e 60%, afirma o presidente da instituição, Antônio Francisco
de Lima Neto.
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