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07-May-2007
O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, disse ontem que espera receber
em 15 dias uma proposta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que permita
a redução dos custos administrativos da Previdência Social para pagamento dos
quase 23 milhões de benefícios pela rede bancária. Com isso, voltou à pauta do
governo uma antiga proposta da área econômica de leiloar a folha de pagamentos
do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e, com isso, arrecadar mais
recursos para os cofres do Tesouro Nacional.
O ministro da Previdência não simpatiza com esse modelo, que foi proposto pelo
Tesouro ainda na gestão de Joaquim Levy, por achar que a venda da folha do INSS
pode trazer transtornos aos aposentados e pensionistas, que hoje dispõem de
grande liberdade para escolher o banco pelo qual são pagos.
Atualmente, 25 bancos fazem os pagamentos mensais e recebem R$ 0,30 por depósito
feito diretamente em conta corrente e R$ 1,07 por saque com cartão magnético.
Por ano, estima-se um custo anual de R$ 200 milhões para a Previdência com o
pagamento pelos serviços da rede bancária.
"O nosso desejo é garantir que os aposentados e pensionistas não terão
transtornos, mas precisamos discutir novas bases para esses serviços pois a
manutenção desse custo para a Previdência precisa ser interrompido", afirmou
quarta-feira Marinho, após dar posse ao novo presidente do INSS, Marco Antonio
Oliveira.
No comando do INSS, Oliveira tem a missão de finalizar ainda este mês um novo
conjunto de ações para melhoria da gestão e redução dos gastos da Previdência.
Ele antecipou ontem que o governo poderá antecipar para junho o início do
processo de revisão de 2,2 milhões de aposentadorias por invalidez, que será uma
das novas medidas.
O projeto foi lançado no final do ano pelo então ministro da Previdência, Nelson
Machado, e marcado para começar em julho deste ano.
"Esse recadastramento deverá ter curso dentro de um conjunto de ações de
melhorias de gestão e que deverão ser anunciadas ainda em maio pelo ministro
(Marinho)", afirmou o novo presidente do INSS logo após tomar posse.
O processo de revisão dessas aposentadorias deverá durar um ano e meio e quem
for considerado apto para o trabalho poderá perder o benefício. Os alvos são os
segurados que recebem o benefício há mais de dois anos.
Fonte jornal Tribuna da Imprensa (RJ)
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