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16-May-2007
Pioneiro a surfar a onda dos bancos médios de fazer ofertas públicas iniciais de
ações (IPOs, na sigla em inglês) , o Pine divulgou ontem o resultado do primeiro
trimestre com um lucro líquido de R$ 11,173 milhões, que sobe para R$ 21,389
milhões se forem excluídas as despesas extraordinárias líquidas de R$ 10,216
milhões com a venda dos papéis. Levando em conta o resultado contábil, o lucro
cresceu 2,1% sobre os R$ 10,944 milhões do primeiro trimestre de 2006.
Considerando o resultado recorrente, o salto foi de R$ 95,4%.
As ações do Pine caíram 0,53% ontem, para R$ 18,59, dia em que o índice Bovespa
fechou estável. Mas ainda estão ligeiramente abaixo dos R$ 19,00 do IPO. O
presidente do Pine, Emílio Carazzai, afirmou, porém, acreditar que o desempenho
da ação será "compensador" à medida que o banco "entregar os resultados".
Especializado em dois dos mais bem sucedidos nichos atuais do mercado financeiro
- médias empresas e consignado - o Pine encerrou, no dia 4 deste mês, sua oferta
pública de 27.220.435 ações preferenciais, que movimentaram R$ 517 milhões e
atraíram cerca de 20 mil investidores. Cerca de 60% dos papéis foram vendidos a
investidores estrangeiros, informou Carazzai, que ficaram com 18% do capital
total do banco. A operação foi liderada pelo Credit Suisse.
Segundo Carazzai, o "IPO foi excelente". O banco tinha capital de R$ 235 milhões
no final de 2006 e, em maio, chegou a R$ 704 milhões. Sua expectativa é terminar
o semestre com R$ 800 milhões. "A operação nos deu muita musculatura, ampliando
a capacidade de alavancagem em até oito vezes em termos líquidos", afirmou. O
valor de mercado do Pine está ao redor de R$ 1,7 bilhão
Segundo o banco, a expansão do crédito, a melhora da eficiência e maior margem
financeira sustentaram o resultado. A carteira de crédito total, incluindo os
créditos cedidos e fianças, atingiu R$ 2,3 bilhões em março, com crescimento de
12,7% sobre dezembro e de 92,3% em doze meses. Carazzai acredita que esse ritmo
de expansão será mantido ao longo do ano - batendo portanto o resto do mercado,
que projeta crescer de 25% a 30% neste ano. Só a carteira de consignado deu um
salto de 146,1% em doze meses para R$ 211 milhões. Com a maior alavancagem, o
Pine está reduzindo a cessão de carteira que foi de 70% da produção em 2006; 45%
neste ano e abaixo disso no próximo ano.
Fonte: jornal Valor Econômico - Maria Christina Carvalho
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