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18-Jul-2007
Consignado: apenas 20% dos aposentados pegaram crédito pela 1ª vez em junho
Dos 849 mil empréstimos consignados (cujas parcelas são descontadas direto da
remuneração) realizados pelos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) em junho, apenas 175 mil, ou 20%, eram de pessoas que nunca haviam
recorrido a este tipo de crédito antes, segundo a Associação Brasileira de
Bancos (ABBC).
Tendência
De acordo com o vice-presidente da entidade, Renato Oliva, a tendência para os
próximos meses é de manutenção do quadro acima, uma vez que a grande maioria das
pessoas que nunca utilizaram o crédito consignado recebem no máximo dois
salários mínimos por mês e não possuem conta corrente.
"Nestes casos, o custo para a concessão dos empréstimos é muito alto para as
empresas, já que é preciso liberar o dinheiro por meio de ordens de pagamento,
que têm valores elevados, e se deslocar para que o contrato seja assinado",
explica Oliva.
Por conta disso, a ABBC defende que o governo reveja as formas utilizadas para a
inclusão econômica dos aposentados e pensionistas de baixa renda (há pouco
tempo, o teto máximo de juros para este tipo de operação foi diminuído para
2,64% ao mês).
"O governo está correto em baixar os juros, mas deve adotar outras medidas para
favorecer o crédito e diminuir os custos operacionais. Um exemplo disso é
permitir que o dinheiro emprestado seja liberado por meio do cartão benefício",
argumenta o vice-presidente.
Perfil
De acordo com os últimos dados disponíveis da ABBC, 63% das pessoas que pegam
empréstimos consignados são mulheres e 46% pertencem à classe C. Além disso, a
idade média é de 60 anos e a renda familiar mensal, de R$ 1.685,40.
Além disso, 90% afirmam que procuraram conhecer o modelo de crédito por
iniciativa própria, sem serem abordados pelas empresas, e 56% pegaram
empréstimos em valor inferior ao total disponível, que é de 30% do valor do
benefício.
Por fim, 55% utilizam o dinheiro para quitar dívidas antigas que possuem juros
mais altos, 19% destinam a quantia à reforma de imóveis e 8%, a questões de
saúde.
Fonte InfoMoney
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