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O Banco ABC divulgou ontem
alguns de seus principais planos para o próximo ano.
Os executivos da instituição, presidida por Tito da Silva, cuja Oferta Pública
Inicial (IPO) aconteceu em julho, participaram de sua primeira reunião pública
na Associação dos Analistas e Profissionais do Mercado de Capitais de
Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec), e falaram sobre os dois
principais focos.
O banco, cuja especialidade é a concessão de crédito corporativo, quer aumentar
sua participação em médias empresas. São qualificadas dessa forma companhias
cujo faturamento fique entre R$ 30 milhões e R$ 250 milhões anuais. "Esse
crescimento de clientes e ganhos com as operações virá acompanhado de uma
estratégia de expansão geográfica", diz o diretor-vice-presidente do ABC, Anis
Chacur Neto.
A instituição, que concentrava desde 2005 as operações dessa espécie em empresas
da capital paulista, inaugurou agências em Belo Horizonte e pretende passar a
fazer o mesmo em breve em Goiás e no Sul do País. "Não é exagero pretender ter
uma carteira de R$ 500 mil em cada um dessas novas praças em que vamos operar",
acredita Neto.
A carteira de crédito do ABC registrou, no terceiro trimestre deste ano, valor
superior a R$ 4 milhões. O valor é 60% superior a igual período comparativo do
ano passado. "O IPO, em que captamos R$ 600 milhões, nos deu força para aumentar
o ritmo e emprestar mais", explicou o executivo do banco.
Mais ousadia
Outra fatia de mercado da qual o ABC quer tirar proveito é a de estruturação de
operações com mercado de capitais em renda fixa. O banco, cujos principais
clientes nessa área são empresas de construção e agronegócios, acredita na
manutenção do aquecimento do ritmo de emissões de debêntures e Fundos de
Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) em 2008. "Nos últimos dois anos,
as empresas desses setores tiveram grande crescimento de sua atividade, o que
demanda captação de mais crédito via mercado de renda fixa. Essas companhias
somam, atualmente, 32% de nossos clientes", afirma Neto.
Na opinião do executivo, para ser competitivos no mercado brasileiro os bancos
de médio porte têm de ter ousadia e foco. Isso significa que o ABC não pretende
entrar em áreas tradicionalmente exploradas pelos grandes bancos. "Mantemos uma
pequena atuação em crédito consignado, mas não vamos ampliar operações típicas
de bancos de varejo", avisa o vice-presidente.
Histórico do banco
O ABC Brasil, cujo controle acionário pertence a três governos - Kuwait, Líbia e
Bahrain - chegou a País em 1989. Associou-se à família de Roberto Marinho e
chamava-se ABC Roma. Em 1997, os árabes adquiriram as ações dos Marinho. Em
julho deste ano, quando veio ao mercado de capitais listou-se no Nível Dois de
governança corporativa da Bovespa, a um degrau do Novo Mercado..
Fonte Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Luciano Feltrin
01/01/2008
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