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Embalado pelo aquecimento da
economia, por juros menores e pela corrida dos consumidores às compras de Natal,
o volume de crédito na economia deve se aproximar neste final de ano da cifra de
R$1 trilhão, ou cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB), o mais alto índice
desde o auge do Plano Real, em 1995. De acordo com dados do Banco Central
divulgados ontem, em novembro, o crédito já havia atingido R$909 bilhões e, em
apenas 11 dias de dezembro, cresceu mais 3%.
Em 2007, a expansão do crédito está sendo puxada principalmente pelas pessoas
físicas, ou seja, o consumidor comum, que obteve do sistema financeiro 31,3% a
mais de recursos do que em 2006. A modalidade que mais cresce é a do
financiamento imobiliário (70,3% no ano), seguida do crédito consignado (32,8%),
aquela em que o trabalhador toma o dinheiro emprestado no banco e tem a
prestação descontada automaticamente do seu salário no final do mês. Já são
R$63,9 bilhões tomados emprestados por trabalhadores dos setor es público e
privado, em muitos casos para cobrir dívidas mais caras do cheque especial ou do
cartão de crédito.
“A busca do crédito consignado tem se dado muito por mobilidade, para trocar
dívidas mais caras por outras mais baratas”, explica o diretor do Departamento
Econômico do BC, Altamir Lopes. Outro setor que está em franca expansão é o
crédito para aquisição de veículos, que bateu a cifra de R$79,5 bilhões em
novembro, uma expansão de 25,3% desde o ano passado. Com a aproximação do Natal,
as compras com cartão de crédito também subiram, atingindo um volume de R$17,6
bilhões em novembro, 3,5% a mais do que em outubro e 31,2% a mais do que em
2006. (AE)
Fonte Corredio da Bahia
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