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"Em Brasília, era comum
pessoas circulando pelos prédios públicos para coletar cheques nos dias próximos
ao pagamento. Depois do consignado, isso desapareceu", conta o superintendente
da Caixa Econômica Federal, banco líder no segmento, Mário Ferreira Neto.
Essa modalidade de empréstimos é vista pelos analistas como um dos principais
fatores para a redução do mercado informal de crédito. Criada em 2003, é
oferecida para aposentados e pensionistas e também para assalariados com
registro em carteira.
O último levantamento sobre o mercado de agiotagem, feito pela Secretaria de
Direito Econômico, em 2000, dava conta de que este era o maior público dos
agiotas, devido ao menor risco.
Hoje, os empréstimos consignados com desconto das parcelas diretamente crescem a
uma taxa de 60% ao ano e já representam mais da metade dos empréstimos pessoais,
cerca de R$ 64 bilhões.
"Esse é um mecanismo que reduziu a burocracia e aumentou a oferta de crédito",
analisa o consultor da Trevisan Escola de Negócios, Pedro Vartanian. O potencial
de crescimento ainda é enorme, já que somente agora os bancos iniciaram o
consignado para funcionários de empresas privadas.
Nessa modalidade de crédito existe ainda a figura do "pastinha", o
correspondente bancário que representa várias financeiras e oferece a menor
taxa, explica o advogado Ricardo Cardoso, do escritório Tostes e Associados.
Até mesmo o espaço publicitário (anúncios de jornal) foi ocupado pelos
correspondentes. A internet também é hoje um espaço de divulgação de ofertas de
crédito. "Dinheiro fácil, sem consulta e com juros a partir de 2,5% ao mês", diz
um dos sites de correspondente. O esclarecimento dos consumidores também é um
dado importante, lembra o advogado Rodrigo Dall'Aqua. "A agiotagem é uma prática
que está em decréscimo", avalia.
Fonte jornal Valor Econômico - Fernando Travaglini
01/01/2008
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