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Desprezado pelos bancos
nacionais, o microcrédito brasileiro despertou o interesse de instituições
estrangeiras, como os mexicanos Finsol, que iniciou suas atividades no ano
passado, e o Banco Azteca, braço financeiro do terceiro maior grupo mexicano,
que prepara sua estréia no Brasil, em março, e iniciará suas operações em
Recife, praça escolhida por ter baixo índice de bancarização. Serão abertas seis
agências em 2008. Após se estabelecer em Pernambuco, o Azteca pretende abrir
agências em Fortaleza e depois em Belém. Em três anos, a expectativa é chegar a
dez cidades brasileiras.
Luis Niño de Rivera, vice-presidente do Banco Azteca, disse que o banco chega
com o desafio de revolucionar a forma como o setor bancário trata a baixa renda
no País. "O Banco Azteca oferecerá produtos desenhados especificamente para os
consumidores de baixa renda. Vamos oferecer crédito com taxas competitivas, além
de poupança e investimentos específicos para esse público, muitos deles pessoas
do setor informal, que não freqüentam bancos tradicionais. No México, nossas
poupanças pagam os rendimentos mais altos do país para montantes acima de 5.000
pesos (cerca de US$ 500). No lado do crédito, temos taxas muito competitivas",
disse.
Criado em 2002, o Banco Azteca afirma ter know how para emprestar dinheiro para
trabalhadores informais, como diaristas e vendedores ambulantes, que têm
receita, mas não têm como comprovar rendimentos. Também trabalha com grupos
indígenas e famílias de imigrantes ilegais nos EUA. Para isso, os consultores do
bancos se dispõem a ir até a casa do cliente e a falar com os vizinhos para
saber se a pessoa é idônea, trabalhadora e paga suas contas em dia. O banco
promete dar uma resposta em até 24 horas para cada pedido de crédito.
Fonte Jornal O Povo
04/01/2008
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