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Empréstimo para aposentados e pensionistas do INSS é aqui na CENTRAL DO EMPRÉSTIMO
 

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 Expansão do cartão de crédito no consignado deve ser lenta

 

A massificação do uso do cartão de crédito entre aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para compras com desconto em folha de pagamento vai demorar, na avaliação de especialistas do setor. Eles apontam que poucas instituições que atuam no setor já estão aptas a operar com o produto. Além disso, os próprios bancos afirmam que o conservadorismo e a falta de familiaridade desse público com os cartões de crédito também são fatores que podem limitar a expansão desse mercado no País.

Dos mais de 50 bancos que atuam no crédito consignado para beneficiários do INSS, apenas seis oferecem cartões de crédito (BMG, Cruzeiro do Sul, Panamericano, GE, Bradesco e Schahin), embora esta modalidade já esteja regulamentada desde 2005. "A maioria das instituições considera a operação menos rentável do que os financiamentos diretos com desconto em folha", afirma Luis Octavio Índio da Costa, diretor-executivo do Banco Cruzeiro do Sul. Ele explica que grande parte das compras com cartão não embute juros. Além disso, os bancos têm que dividir parte dos ganhos com as administradoras de cartões. Segundo profissionais do mercado, só o investimento inicial para entrar no setor, incluindo a compra de cota de uma das bandeiras (MasterCard, Visa) chega a R$ 10 milhões.

Na última segunda-feira, porém, o INSS mudou as regras no setor, reduzindo de 30% para 20% o teto do benefício mensal que pode ser comprometido com crédito consignado. Em contrapartida, o prazo de financiamento subiu de 36 para 60 meses. Além disso, os beneficiários poderão empenhar até 10% dos rendimentos mensais nas compras com cartão de crédito.

Com as mudanças, os que ainda não operam com o produto já começam a se movimentar para não correr o risco de perder mercado para a concorrência. "Já fomos sondados por diversas instituições", conta Wanderval Alencar, diretor-executivo da CSU CardSystem, maior administradora de cartões de crédito do País não ligada a bancos. A reportagem apurou que o Banco do Brasil deve lançar seu cartão de crédito para consignados em breve.

A permissão para usar parte do benefício por este meio era um pleito antigo de sindicatos de aposentados. Mas para os bancos que já atuavam no setor, o impacto das mudanças deve ser pequeno. "Esse público não é um comprador compulsivo", diz Márcio Alaor, vice-presidente do BMG, o maior banco privado do setor no País, e que já oferece cartão de crédito há três anos. "Apesar dos investimentos em divulgação, hoje menos de 10% dos nossos 1,8 milhão de clientes aderiu", conta. No Banco Cruzeiro do Sul, só 3% da carteira de R$ 4 bilhões em consignado teve origem em compras com cartão de crédito. "Muitos aposentados ainda não têm familiaridade com o produto", diz Costa, diretor do banco.

Para o vice-presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), José Arthur Assunção, as chances de as mudanças anunciadas pelo INSS induzirem um aumento significativo do endividamento dos aposentados são remotas. "O perfil dos tomadores de empréstimo consignado continuará sendo o do trabalhador que se deparara com contas de última hora, como uma reforma urgente em casa, compra de remédios e outros itens do dia a dia", disse, em nota.

Guerra interna

As alterações promovidas pelo INSS provocaram discussões acaloradas entre representantes dos sócios da ABBC (Associação Brasileira de Bancos). O vice-presidente da entidade, Renato Oliva, defende que o órgão adie a entrada em vigor das mudanças para permitir que os bancos que ainda não têm um cartão próprio tenham tempo de fazê-lo. Segundo Alencar, da CSU, a implantação do produto leva de 60 a 90 dias. Costa, do Cruzeiro do Sul, refuta a proposta. "A operação com cartões de crédito é permitida desde 2005. A maioria não quis entrar porque considerou o produto pouco rentável. Por que nós, que investimos tempo e dinheiro nesse segmento desde o início, agora teríamos que esperar os outros se adaptarem?", questiona. Segundo ele, muitos bancos erraram ao se concentrarem demais no consignado apenas para aposentados. "Agora, qualquer medida no setor pode ter grande impacto."

Fonte jornal Gazeta Mercantil - Aluísio Alves

10/01/2008

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