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A Depois das compras de
final de ano e com a chegada de janeiro e das contas extras muita gente procura
as financeiras para adquirir um empréstimo. As facilidades são muitas, já que a
maioria exige somente RG, CPF, comprovante de residência e de renda e acesso a
talão de cheque. Em muitos casos o dinheiro é disponibilizado na hora e as
opções e forma de abordagens são muitas, quem vai ao centro de Aracaju não fica
livre de receber um panfleto informando as facilidades e vantagens do empréstimo
pessoal.
João Evangelista: empréstimo é muitas vezes a melhor saída
João Evangelista está acostumado a pegar empréstimos e sempre recorre aos bancos
ou financeiras. Mesmo sem ter acabado de pagar uma dívida de R$ 2.000 de um
empréstimo, que ajudou a comprar uma moto, está estudando a possibilidade de
fazer um outro empréstimo no valor de R$ 500. com a experiência que tem ele se
arrisca até a apontar algumas vantagens. “Às vezes é melhor fazer um empréstimo
para poder comprar um determinado eletrodoméstico, por exemplo, do que comprar a
prazo no cartão, os juros são altos, mas ainda são menores”, acredita.
Os empréstimos anteriores ele pegava através do banco em que é correntista, o
que facilita um pouco, pois na maioria das financeiras é exigido cheques no
valor das parcelas para que o dinheiro do empréstimo seja liberado. Como nem
todo mundo tem acesso a talões de cheque, como é o caso de João, a chance de
pegar um empréstimo através da financeira cai muito. “Quando a pessoa é honesta
e quer pagar não tem problema. O cheque não é garantia de nada”, avalia.
Cláudio Trindade, coordenador de uma rede de financeiras do Nordeste
Para o coordenador regional de uma rede de financeira, Cláudio Trindade, o
cliente tem referência quando tem acesso ao cheque. “Quando ele tem o cheque a
gente sabe que ele é bom pagador, porque os bancos só disponibilizam esse
serviço para quem movimenta bem a conta e para quem tem um bom salário”. Ele
aponta que Aracaju é a segunda em menor índice de inadimplência, com apenas 23%
de perdas entre as agências que coordena na região Nordeste.
A financeira em que trabalha atende diariamente de 25 a 30 pessoas que vão em
busca de dinheiro 'fácil'. O público que procura mais é formado por aposentados
e pensionistas do INSS e servidores públicos que tem o valor das parcelas do
empréstimo descontado em folha.
José Francisco deve pegar um empréstimo de R$ 1000 que pode comprometer seu
salário durante até 60 meses
As parcelas, atualmente são equivalentes a 30% do salário, como a maior parte do
público da financeira recebe salário mínimo, boa parte da renda fica
comprometida como é o caso de José Francisco, aposentado de 67 anos que está
estudando a possibilidade de pegar um empréstimo pela primiera vez. “Eu vim só
pegar informação, mas acho que vou fazer um empréstimo de R$ 1.000 para pagar
umas dívidas. Depois vou pagando as prestações aos pouquinhos”, explica.
Os empréstimos consignados, ou seja os descontados em folha, podem ser
parcelados até 60 vezes, enquanto através do cheque em apenas 15 meses. O valor
dos juros cobrado também varia, no primeiro caso é de 1,5% a 2,5%, enquanto o do
cheque pode chegar a 6%. Em algumas financeiras o cliente já sai com o dinheiro
na conta em outras pode levar até cinco dias.
Mudanças
Algumas mudanças devem ocorrer até o final deste mês nos empréstimos consignados
para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Com o aumento no prazo de pagamento de 36 para 60 meses deverão sofrer alteração
também a taxa de juros e o percentual de 30 para 20%. Até ser resolvida como
serão essas mudanças os empréstimos ficarão suspensos, a medida foi anunciada na
tarde desta segunda-feira, 7.
Fonte InfonetNoticias - Carla Sousa
10/01/2008
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